Com a passagem da tempestade Helena, disparou o número de ocorrências e de chamadas de socorro, porque as pessoas não podem ver tudo a ir pelos ares que entram logo em pânico.

Tal foi o volume de contactos que, ao fim de 500 chamadas, as autoridades desviaram os telefones para o médico de Évora.

“Pois, já vi o tempo que está, já, eu também tenho janelas em casa”, respondeu o médico numa das chamadas. “Então, mas vamos lá ver uma coisa, se a árvore já caiu, o que quer que eu faça”, questionava noutra, “tem de chamar um jardineiro, não é a emergência”. 

Certo é que poucos minutos depois, as ocorrências começaram a baixar. “Está lá…”, atendeu novamente o médico. “Ah, já desviaram as chamadas para o sotôr, deixe estar então, já está tudo bem”, respondeu um indivíduo debaixo do seu próprio telhado.