“Fez-se tudo o que era possível”, afirmava o Presidente da República, enquanto abraçava os nossos ministros e secretários de Estado. “Podem ficar descansados porque vamos apurar responsabilidades e muito rapidamente”, continuou o Chefe de Estado, que trocou a agenda. 

Marcelo tinha uma deslocação a um socorro às 15h30 e a tomada de posse dos novos governantes às 15, mas baralhou-se. “O senhor presidente quer ir a todas e portanto às vezes pode gerar-se alguma confusão”, explicou uma fonte do Presidente, que não se quis identificar porque é o próprio Presidente. 

“Senhor presidente, estes são os novos ministros e secretários de Estado”, sussurrou entretanto um assessor da Presidência. “E o que fazem eles nesta calamidade?”, perguntou Marcelo, que nesta altura ainda não tinha percebido a confusão. “Isto não é uma calamidade, é uma tomada de posse”, explicou o assessor. “Credo, ainda é mais grave”, concluiu o Chefe de Estado.