“It’s raining men”, tocou em Campolide, esta manhã, enquanto Simplício ia pelo ar depois de levar uma piçada na primeira passadeira LGBT de Lisboa. “Aleluia, it’s raining men”, continuava a tocar, numa altura em que Simplício terminava o seu voo, impulsionado por um táxi.

“Para a próxima vê lá se atravessas na passadeira e não no arco-íris”, afirmou apenas o motorista do táxi, que não se terá apercebido da primeira passadeira LGBT.

Felizmente, Simplício não se magoou, foi apenas o susto. Acaba por ser também o primeiro a levar uma piçada na primeira passadeira LGBT. “Estou orgulhoso, sim”, admite.

Recorde-se que a primeira vez que se falou numa zebra gay foi graças a uma iniciativa do CDS em Arroios, também em Lisboa, mas a ideia acabaria por não avançar justamente pelo risco de se aumentar o número de piçadas.

“Foi uma questão de segurança, efectivamente”, confirma um dos responsáveis pela ideia, que estuda agora a ideia da primeira passagem pedonal aérea LGBT, “porque ainda por cima fica com o formato do arco-íris, chega a ser mais esperto que a passadeira”.

Mas em Campolide ninguém tem medo de nada e os próprios autarcas locais dizem que a passagem se enquadra na lei, na medida em que “o branco está lá”. Quando ao cinzento não estar, preferem não responder a essa questão.