Os trabalhadores do Metro de Lisboa vão parar no primeiro e no último dia da Web Summit, mesmo para tramar os empreendedores que, ainda assim, não estão preocupados. “Nós temos solução para tudo”, relembra Paddy Simplício, que já está arrependido de ter instalado o seu certame em Portugal por dez anos, porque um dos requisitos era o país ter metropolitano.

Certo é que muitos participantes na edição deste ano da Feira de Carcavelos de ideais do caneco já estão a desenvolver sistemas de mobilidade urbana alternativos ao metropolitano. “Já fiz uma app que consegue mandar uma pessoa de um lado para o outro, mas nos testes o meu amigo Simplício saiu daqui, de facto, mas não apareceu no destino e não sei agora onde é que ele pára”, desabafa um empreendedor que reconhece que precisa de mais tempo para desenvolver a ideia.

Entretanto, para além desta paralisação, um sindicalista do Metro de Lisboa já está inscrito para um pitch na conferência, durante o qual irá apresentar uma startup que muitos já dizem ser o próximo unicórnio.

“Não posso adiantar muito, mas trata-se de uma firma de reivindicações, o indivíduo está em casa, apetece-lhe reivindicar, mas por outro lado não lhe apetece sair, pega no telemóvel e reivindica”, explica Simplício.