[the_ad id=”10494″] “Abacate, laranja, maracujá, banana, espinafres, gengibre, alecrim, hortelã, maçã, banana da Madeira, mel de cana, alface, framboesa, amora, bife da vazia, vieiras, alho francês, alho, pimenta, açafrão, romã, Cerelac, coco, goji, amêndoa, passiflora, ananás, abacaxi, mamão, papaia, dourada, robalo, castanhas, porco, amêijoas, tomilho…”, vai enumerando o empregado de mesa do restaurante Farmácia e já leva uma hora disto.

Os clientes ainda não conseguiram pedir o prato, porque quiseram saber qual é era o sumo do dia. Quando terminar a explicação, estão com medo de perguntar pelos pratos do dia, que também são coisa para reunir uma quantidade indeterminada de ingredientes.

O caso é tão grave que os restaurantes tradicionais já não podem anunciar “bacalhau com todos”, por exemplo, sendo obrigados a dizer “bacalhau com alguns”.

“Entrou-me aí um dia um indivíduo saudável a chamar-me caloteiro porque eu digo que o bacalhau é com todos e ele disse-me que só a varanda dele tem pelo menos mais 20 espécies de hortícolas”, recorda Simplício, proprietário do Tasco do Simplício.

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