António-Costa1O primeiro-ministro manifestou-se hoje contra aqueles que condenam o país aos baixos salários, nomeadamente as instâncias europeias que hoje alertaram para os riscos do aumento do salário mínimo.

Indiferente aos avisos, o chefe do Governo admitiu que já sonha com o dia em que o salário mínimo em Portugal é de mil euros, um dia em que provavelmente o litro de gasóleo anda pelos quinhentos.

No entanto, Costa lembra que os portugueses podem sempre ir de burro, portanto os combustíveis não são um imposto, são uma taxa sobre o pecado que é poluir a atmosfera. “Costa!”, gritou entretanto o Bloco de Esquerda, que não gostou de ouvir alguma coisa. “Os portugueses podem sempre ir de burro ou de burra”, corrigiu o chefe do Governo.