A estratégia dos acusados na Operação Marquês passa por anular toda a investigação, mas não se pense que se querem safar. A ideia é evitar que os seus crimes também prescrevam, à semelhança do que acontece em geral com os crimes de colarinho branco. 

“É melhor isto não andar para a frente, pois pode dar-se o caso de existir condenação e tudo mas depois os crimes prescreverem, o que seria mais uma vergonha para a Justiça”, admite o advogado de um dos acusados. 

Se conseguirem declarar a investigação nula, o juiz Carlos Alexandre deve abrir uma charcutaria para aproveitar de alguma forma a década que passou a encher chouriços. 

Certo é que entre os acusados há um grande receio de que os seus crimes prescrevam. “E se isto prescreve também? Mais um escândalo, os portugueses não merecem, duvido que possa ser feita Justiça para comigo em tempo útil, doutor”, lamentava este fim-de-semana, com os seus advogados, José Sócrates. “Calma, vamos tentar anular toda a investigação”, tentava acalmar um deles.