Soares pôs Sócrates a dormir, com um candeeiro, e pediu ajuda externa pelo telefone dele

A discussão entre Sócrates e Soares terá sido mesmo muito violenta. O ex-presidente da República, que defendia o pedido de ajuda, terá feito o ex-primeiro-ministro perder os sentidos, com um candeeiro, e depois pediu ajuda pelo telefone de Sócrates.
«Estou, é da Troika? É para pedir ajuda externa, faz favor. Sou o primeiro-ministro de Espanha, como podem ver pelo número», terá dito Mário Soares, baralhando-se com os países. «De Espanha?», terão questionado os senhores da Troika. «De Portugal, porra. Rápido. Venham!», suplicou Soares, numa altura em Sócrates começava a acordar.
«Onde é que eu estou? Quem és tu?», perguntou o então primeiro-ministro. «Então... eu sou o general Ramalho Eanes. Desculpa lá a cena do candeeiro...», respondeu Mário Soares e saiu. Sócrates entretanto levantou-se e foi a correr para São Bento para ajustar contas com o general Ramalho Eanes, que até hoje ainda não sabe o que tinha aquela caixa de sapatos cheia de cola que lhe puseram na mala do carro e que ele ofereceu à Sónia Brazão.
