Notícia de que os portugueses abusam de calmantes gerou ansiedade nos que estavam tranquilos

“Não pode ser, aquilo causa muita dependência! Não se consegue largar aquilo! É uma droga! Quantos são os que tomam? 1,9 milhões!? É muita gente! E agora!? Tenho de apanhar ar! Hã!? Espera, está frio. Vou fazer chá. Chá excita. Vou experimentar neste momento ioga. Ha Hummmmmmm! Não resulta. Como é que se chama isso que eles tomam? Vai-me buscar duas caixas, anda… depressa”, foi desta forma que Simplício recebeu a notícia de que os portugueses abusam de calmantes.

Até há uma hora, Simplício era um indivíduo extraordinariamente calmo. No entanto, esta notícia acabou por gerar ansiedade nas pessoas que estavam tranquilas e neste momento o número de consumidores de naboazzzzpinas disparou.

“Simplícia…”, chamou Simplício depois de tomar um calmante. “Também não há motivo para stress, não é? Há coisas piores do que darmos nos calmantes como se fossem drageias de mentol. Olha a seca, por exemplo. Que tempo este, que não chove, Simplícia. Mas há-de chover, é preciso é ter calma. Caaalma, que chove. Vai chover, sim. Isto é natu tuu”, não concluiu Simplício, que acabou por adormecer enquanto se levantava do sofá, não tendo ficado de pé nem sentado.

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Sobre o autor

Zé Pedro Silva

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