Guia prático e útil para sobreviver à Black Friday

consumidores-fazem-compras-no-extra-ricardo-jafet-em-sao-paulo-durante-a-black-friday-1448586912875_956x500É já esta esta sexta-feira a popular Black Friday, o dia em que quase todas as marcas praticam grandes descontos e promoções irresistíveis. Como acontece sempre que estão a oferecer alguma coisa, as pessoas transformam-se em javalis e por isso é importante transmitir um conjunto de conselhos úteis para sobreviver a este dia de bons negócios. Mas sobreviver alcançando os artigos que se pretende, não é sobreviver e chegar a casa de mãos vazias. Ai não é, não!

Desde logo, é bom ir acompanhado por um idoso ou por uma idosa. À primeira vista parece que não faz sentido levar pessoas com problemas de mobilidade para um evento em que pode ser preciso correr, escalar e rastejar, mas na verdade é útil e não é com a esperança de que as outras pessoas deixem passar o senhor ou a senhora. Não, isso não vai acontecer. A vantagem do idoso é ele tombar com a confusão e ficar a bloquear a passagem para quem vem atrás. Um pouco desumano, mas muito eficaz.

Outra hipótese é ir com um turbante e entrar a gritar “Há lá há, kebab”, que dito muito depressa faz lembrar as últimas palavras dos terroristas. Em Portugal ainda dá para fazer isto, noutros países é-se logo abatido a tiro e os descontos da Black Friday são bons mas já agora era giro podermos vestir o que comprámos. Em caso de abordagem por parte das autoridades, o turbante é porque está na moda e só gritaram “há lá há, kebabs” porque alguém tinha perguntado se havia lá kebabs.

Com esta entrada, o único problema é que não fogem apenas os outros clientes, fogem também os empregados da loja e depois para pagar é um martírio. Quem tem lata pode sair sem pagar, que é o único desconto maior que os da Black Friday. É a chamada Black Black Friday.

Por estes dias, também pode sugerir a todas as pessoas que estão na loja fazer-se um Mannequin Challenge, a nova moda da internet que consiste em ficar tudo parado enquanto alguém filma com o telemóvel, parecendo que está tudo em ‘pause’. Ora, é simples: Enquanto vai passando com o telemóvel, vai dizendo “isso, estão óptimos, aguentem, isso, só mais um bocado” e vai retirando os artigos que lhe interessem.

Também pode simular que está a falar ao telefone e dizer bem alto: “Como assim, acaba hoje o prazo para a entrega do IRS!?” ou “Como assim, a Zara está a oferecer botins na próxima meia hora!?” ou “Como assim, há um chimpanzé que viola os clientes nos provadores deste estabelecimento em que nos encontramos!?” ou “Como assim, o chefe percebeu que não estamos numa reunião fora!?”

Com este conjunto de conselhos, já será possível sobreviver à Black Friday, alcançando os artigos que pretende. Mas se tudo isto falhar, então é gritar “consumistas!” e então as pessoas em princípio caem em si e vão visitar um museu.

Zé Pedro Silva

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