
Testemunhas do acidente com o cargueiro S. Gabriel, que está encalhado na ilha de São Miguel, garantem que o navio ia pelo menos a cem nós e que nem viu o arquipélago.
«Olhe, eu estava aqui a pescar quando vejo o cargueiro vir lá do fundo. Disse logo para a Zulmira: "Zulmira foge que o cargueiro vem desgovernado". O gajo vinha a mais de cem nós, quando viu a ilha já não podia fazer nada», garante Alberto Matias.
Já Renato Baptista, para além do susto, ficou com o seu café destruído. A onda provocada pelo S. Gabriel destruiu-lhe por completo o café. Renato só conseguiu ficar com uma mesa da Sumol, duas cadeiras da Coca-Cola, um chapéu da Sagres e cinco porta-guardanapos da Nestea. O resto foi tudo.
A própria Zulmira, que se havia abrigado do café de Renato, está desaparecida, embora familiares garantam que “ela deve ter ido para casa da irmã, porque as coisas com o Alberto não estão bem”.
Dentro do navio estão ainda sete cavalos de competição. O Imprensa Falsa conseguiu chegar à fala com um deles, que se mostrou relinchado com esta situação: “Eu tinha dito aos cavalos que estão comigo para irmos de avião, mas há um deles, meio amaricado, que tem medo da anestesia. Agora, por causa daquele quadrúpede, estamos aqui todos encalhados”.