Risco da dívida portuguesa sobe outra vez, mas ainda temos luz

«Caneco, Lacão, qualquer dia cortam-nos a electricidade...», continuou Sócrates, mais calmo. «Não te enerves, pá! Agora temos é de dar a volta a esta notícia», sugeriu Lacão.
«Isso é fácil» - interveio prontamente um assessor - «nós podemos dizer que somos o país com a maior subida ao nível do risco da dívida porque, por lapso, pensámos que o risco da dívida era bom e então fizemos com que subisse, mas agora que sabemos que não presta, vamos já descer».
«Brutal!» - afirma Lacão. «Sim, isso demonstra que temos o controlo da situação e que se nos enganámos é porque somos humanos» - aponta Sócrates.
Minutos mais tarde, o secretário de Estado do Tesouro afirmava, em comunicado, que, por lapso, o Governo tinha envidado esforços para aumentar o risco da dívida, mas que entretanto já se tinha apercebido que é ao contrário e portanto vai já tratar de descer o risco da dívida e a temperatura, “que também tem estado um bocado alta, não tem?”, questionou o secretário de Estado.
Certo é que já não está tanto calor.
